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Assembleia de credores aprova venda da Santa Fany

Após cerca de três horas de discussão, a assembleia de credores - composta por quirógrafos, garantia real e trabalhista - aprovou a proposta de venda das máquinas, equipamentos e instalações da Usina Santa Fany para a empresa Mills International Group do Brasil Agroindustrial e Consultoria, cuja matriz é na Guatemala, na América Central. O encontro foi no auditório do Clube da Terceira Idade Bem-me-quer, em Regente Feijó.


Pela proposta, ficou decidido que, após a homologação da negociação até o próximo dia 19, a nova empresa a ser estabelecida como Mills Bioenergia deverá depositar até o dia 16 de janeiro de 2012 a quantia de R$ 3,8 milhões nos autos da recuperação judicial como sinal do negócio. Este montante ficará bloqueado até a apresentação da garantia real por meio de uma carta de fiança bancária. 


Depois de efetuado o depósito, os credores permitirão a entrada de representantes da Mills nas instalações da Santa Fany para iniciarem um levantamento técnico do parque industrial; a inspeção deverá ser finalizada até 30 de janeiro do próximo ano. Após concluírem o levantamento, já no dia 31, a Mills deverá se pronunciar nos autos sobre o interesse ou não de prosseguir com o negócio. 


Caso não haja mais interesse em finalizar a compra, o depósito inicial será devolvido para a empresa. Porém, caso seja concretizada, deverão efetuar o segundo depósito de 3,8 milhões até o dia 16 de fevereiro e a terceira parcela até 16 de março.


O restante do valor que totaliza os R$ 48 milhões do negócio será pago em parcelas semestrais ao longo de oito anos. Como exigência para a aprovação da venda, os credores solicitaram ao administrador judicial, Ely de Oliveira Faria, que constasse na ata a informação do proprietário da Santa Fany, Jacques Samuel Blinder, de que “a primeira parcela do pagamento será utilizada na integra para o pagamento das dividas com a classe trabalhadora”.


Não quer especular

Um dos proprietários da Mills, Emilio Escamilla Ochainta, se mostrou satisfeito com o resultado das negociações. Para ele, é importante ressaltar que a empresa vem para o Brasil para atuar no mercado do agronegócio sucroalcooleiro e não para especular os credores. 


“Temos a responsabilidade de investir em um mercado no qual já atuamos. Vamos começar a trabalhar imediatamente, pois estudamos todas as possibilidades, como o mercado, os possíveis parceiros e sabemos onde queremos chegar”, destaca Escamilla.


Para o advogado e representante da Mills, Eduardo Barreto, o desfecho da assembleia foi justo para todos os lados. "Porém, para chegar a uma decisão foi preciso muita flexibilidade e criatividade para adequar os interesses de todos", admite.


Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e Fabricação de Álcool da Região (Sindetanol), Antônio Mendes Neto, o resultado foi positivo. "Agora existe algo concreto e que pode resolver a situação. O que nos resta agora é esperar a finalização do negócio e torcer para que os trabalhadores sejam de fato os primeiros beneficiados pela decisão de venda em favor da Mills”, ressalta.



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