Sindicatos e federações de vários estados se unem em Rio Brilhante (MS) e Mirante do Paranapanema (SP) após recuo da empresa em pontos que haviam avançado nas negociações
O movimento sindical intensificou sua atuação junto aos trabalhadores da Atvos com mobilizações realizadas nesta semana em duas importantes unidades da empresa.
Na quarta-feira, 9 de setembro, representantes sindicais estiveram na Unidade Eldorado, em Rio Brilhante (MS). Já nesta quinta-feira, 10 de setembro, a mobilização teve continuidade na Unidade Conquista do Pontal, em Mirante do Paranapanema (SP).
As ações reuniram representantes do SINDETANOL, FEQUIM-CO, SINTRAB, STIFAA, STIFANAS, SINTAFQUIMI, FEQUIM-MS, SITIFAEG e FITIEG, demonstrando a união de entidades de diferentes estados em torno de uma mesma preocupação: o andamento das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.
Durante a mobilização realizada na Unidade Conquista do Pontal, o presidente do SINDETANOL, Milton Ribeiro Sobral, também representou a FEQUIMFAR, diante da impossibilidade de comparecimento de Edson Bicalho. A participação reforçou a integração entre sindicato e Federação e a importância de uma atuação coordenada em defesa dos trabalhadores.
O Conselho Intersindical também esteve presente e acompanhou de perto a manifestação na Unidade Conquista do Pontal, fortalecendo ainda mais a mobilização e demonstrando o apoio das entidades representativas ao movimento realizado pelos sindicatos.
Para as entidades, a negociação coletiva precisa ser conduzida com seriedade, responsabilidade e respeito aos trabalhadores e aos seus representantes.
Mobilização começou na Unidade Eldorado
A primeira ação aconteceu na Atvos – Unidade Eldorado, em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul.
Os representantes sindicais estiveram junto aos trabalhadores para reforçar que as entidades continuam acompanhando de perto o processo de negociação e não aceitaram de forma passiva o recuo ocorrido nas tratativas do novo ACT.
A presença dentro das unidades também teve como objetivo aproximar ainda mais o movimento sindical da base, esclarecer dúvidas e demonstrar que os trabalhadores não estão sozinhos diante do impasse.
Para os sindicatos, a atuação sindical precisa estar presente não apenas nas mesas de negociação, mas também no cotidiano das unidades, ouvindo a categoria, acompanhando demandas e defendendo direitos.
Ação continuou em Mirante do Paranapanema
Nesta quinta-feira, 10 de setembro, a mobilização seguiu para a Atvos – Unidade Conquista do Pontal, em Mirante do Paranapanema, no estado de São Paulo.
Novamente, sindicatos, federações e representantes do Conselho Intersindical estiveram lado a lado, reforçando que a insatisfação com o andamento das negociações é compartilhada por diversas entidades que representam trabalhadores da Atvos em diferentes regiões.
Na ocasião, o presidente do SINDETANOL, Milton Ribeiro Sobral, além de representar sua entidade, participou também em nome da FEQUIMFAR, substituindo o secretário-geral da Federação, Edson Bicalho, que não pôde comparecer.
A presença do Conselho Intersindical acompanhando de perto a manifestação também reforçou a importância institucional do movimento e demonstrou que o impasse nas negociações é tratado com atenção por diferentes instâncias de representação dos trabalhadores.
A mensagem foi clara: o movimento sindical está unido e acompanhará cada etapa das negociações.
Essa atuação conjunta fortalece a capacidade de representação das entidades e demonstra que os trabalhadores contam com uma rede articulada de sindicatos, federações e organismos sindicais dispostos a defender seus interesses.
Recuo da empresa gerou forte indignação
As mobilizações ocorrem após a mudança de postura registrada no processo de negociação do ACT 2026/2027.
Na reunião realizada em Goiânia, no dia 17 de agosto, sindicatos e empresa haviam avançado em diversos pontos importantes da negociação.
Entre os temas discutidos estavam reajuste salarial, piso da categoria, vale-alimentação, vale-refeição, auxílios, horas extras, banco de horas, manutenção do PPQ e outras condições de interesse direto dos trabalhadores.
A expectativa das entidades era de que o processo estivesse entrando na fase final, restando apenas ajustes antes da apresentação das propostas à categoria.
No entanto, na videoconferência realizada em 27 de agosto, os representantes sindicais afirmam que a Atvos voltou atrás em relação a vários pontos anteriormente discutidos e apresentou uma proposta significativamente mais restrita, concentrada basicamente no reajuste salarial de 4,11%.
A mudança provocou forte indignação entre as entidades.
Sindicatos cobram coerência e respeito
Para o movimento sindical, divergências são naturais em qualquer negociação coletiva. O que não pode ocorrer, segundo as entidades, é a construção de entendimentos em uma rodada de negociação ser desconsiderada posteriormente sem uma discussão consistente sobre os motivos da mudança.
Quando sindicatos e empresa avançam em determinados pontos, cria-se uma expectativa legítima de continuidade do processo.
Por isso, as entidades consideram que o recuo ocorrido enfraquece a confiança necessária para uma negociação séria e equilibrada.
A cobrança não é apenas por valores ou benefícios, mas também por respeito ao processo negocial e aos trabalhadores representados por essas entidades.
Por trás de cada cláusula existem trabalhadores e famílias
Os sindicatos reforçam que um Acordo Coletivo não pode ser reduzido a números.
Cada cláusula discutida possui impacto direto na vida dos trabalhadores.
Reajuste salarial, alimentação, jornada, horas extras, benefícios, auxílios e programas de remuneração variável influenciam diretamente o orçamento familiar e as condições de trabalho.
Por isso, o movimento sindical entende que a categoria precisa ser respeitada em todas as etapas da negociação.
O trabalhador não pode ser tratado como mero espectador de decisões que afetam diretamente sua vida profissional e financeira.
Negociação não se resume ao reajuste salarial
Outro ponto reforçado pelas entidades é que o ACT 2026/2027 não pode ser analisado apenas pelo percentual de reajuste salarial.
O Acordo Coletivo reúne um conjunto de condições que envolvem piso salarial, alimentação, benefícios, jornada, horas extras, banco de horas, PPQ, auxílios e demais direitos.
Por isso, os sindicatos defendem que a negociação seja tratada de forma ampla e responsável.
Valorizar o trabalhador significa discutir o conjunto das condições de trabalho e não apenas um único índice econômico.
Entidades querem diálogo, mas não aceitam retrocessos
Os sindicatos e federações envolvidos nas mobilizações deixam claro que o objetivo não é romper o diálogo com a Atvos.
As entidades defendem a continuidade das negociações e querem construir uma proposta equilibrada, capaz de ser apresentada posteriormente aos trabalhadores em assembleia.
Entretanto, o movimento sindical também afirma que negociar não significa aceitar qualquer condição apenas para encerrar o processo.
A intenção é buscar um acordo que preserve direitos, reconheça o trabalho realizado diariamente nas unidades e represente avanços reais para a categoria.
União entre entidades fortalece os trabalhadores
A presença conjunta de SINDETANOL, FEQUIM-CO, SINTRAB, STIFAA, STIFANAS, SINTAFQUIMI, FEQUIM-MS, SITIFAEG e FITIEG, somada à participação da FEQUIMFAR, representada por Milton Ribeiro Sobral, e ao acompanhamento do Conselho Intersindical, foi um dos principais símbolos das mobilizações.
A articulação entre sindicatos, federações e demais entidades de representação permite compartilhar informações, alinhar estratégias e fortalecer a defesa dos trabalhadores nas negociações com a empresa.
Quando as entidades atuam de maneira conjunta, a negociação deixa de ser uma questão isolada de uma única unidade e passa a representar uma mobilização mais ampla em defesa dos trabalhadores da Atvos.
Presença nas unidades também combate desinformação
As mobilizações também cumprem um importante papel de comunicação com a categoria.
A presença dos representantes sindicais permite que os trabalhadores tenham acesso direto às informações sobre o andamento das negociações, reduzindo o espaço para boatos ou informações incompletas.
O SINDETANOL reforça a orientação para que a categoria acompanhe sempre os canais oficiais das entidades sindicais e participe das assembleias quando as propostas forem apresentadas.
A participação dos trabalhadores será fundamental na etapa final do processo.
Próximos passos serão acompanhados de perto
As entidades seguirão acompanhando as negociações e aguardam uma postura da Atvos que permita a retomada efetiva do diálogo.
O objetivo permanece o mesmo: chegar a uma proposta que possa ser apresentada aos trabalhadores de forma transparente e responsável.
Os sindicatos não pretendem prolongar desnecessariamente as tratativas, mas também não aceitarão que o processo seja encerrado sem uma discussão adequada sobre os pontos considerados fundamentais para a categoria.
As mobilizações realizadas em Rio Brilhante e Mirante do Paranapanema demonstram que o movimento sindical permanecerá presente, unido e mobilizado.
A mensagem levada às unidades é objetiva: os trabalhadores querem diálogo, querem um acordo e querem uma solução, mas também exigem respeito.
O SINDETANOL seguirá acompanhando cada etapa das negociações e mantendo os trabalhadores informados sobre os próximos desdobramentos.
Negociar é construir compromissos. E compromisso exige respeito de todas as partes.